O valor para criar um site de vendas é a soma do setup com tudo o que a loja paga no primeiro ano: mensalidade da plataforma, taxa por pedido, apps, gateway de Pix e cartão e manutenção. Por isso não existe um preço único. O número certo depende de quanto a loja fatura e de quantos pedidos processa por mês.
A maioria dos orçamentos que aparecem na busca mostra só o valor de entrada, que vai de um plano básico a um projeto sob medida. Na conta do primeiro ano, esse valor costuma ser a menor parte. O que pesa é o custo recorrente multiplicado por 12 meses e por milhares de pedidos.
Neste texto, separamos o custo por faixa de faturamento: até R$ 30 mil, de R$ 30 mil a R$ 150 mil e acima de R$ 150 mil por mês. Depois mostramos a conta do primeiro ano com um exemplo ilustrativo e quando não vale pagar por desenvolvimento sob medida. A comparação por caminho (grátis, plataforma paga ou agência) está no guia quanto custa criar um site de vendas por caminho e por mês.

- 25 Empresas de e-commerce avaliadas: Sites de lojas virtuais da Turquia comparados entre si
- 11 Critérios técnicos e de usuário: Indicadores usados para ranquear o desempenho dos sites
- 1º Total de visitantes: Critério de maior peso no cálculo do desempenho
- Último Taxa de rejeição: Critério de menor peso entre os onze avaliados
Fonte: Emre Özsalman, Alptekin Ulutaş, Halime Ünver (2026), Journal of theoretical and applied electronic commerce research.
Quanto custa criar um site de vendas para cada faixa de faturamento?
O custo de criar um site de vendas acompanha o volume de pedidos. Até R$ 30 mil por mês, o que mais pesa é a taxa por venda da plataforma. De R$ 30 mil a R$ 150 mil, apps e manutenção entram na conta. Acima disso, a tarifa do gateway sobre o faturamento passa a ser o maior item e o setup vira detalhe.
Para transformar faturamento em pedidos, use o ticket médio. A ABComm projeta para 2026 um e-commerce brasileiro de R$ 258 bilhões, com mais de 450 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 564. Em 2025, o setor fechou com R$ 235 bilhões, 15% acima de 2024. Fonte: ABComm, resultado de 2025 e projeção para 2026, citados no artigo O e-commerce como porta de entrada para empreender, E-Commerce Brasil, comércio eletrônico brasileiro.
Com esse ticket, uma loja de R$ 30 mil por mês processa cerca de 53 pedidos (30.000 ÷ 564). Uma loja de R$ 150 mil chega perto de 266 pedidos. É esse número que multiplica a taxa por pedido e a tarifa do gateway.
O ticket nacional é uma média de todas as categorias, então serve só de referência. Se a sua loja vende cosmético com ticket de R$ 120 (exemplo ilustrativo), os mesmos R$ 30 mil viram 250 pedidos por mês, e o custo variável sobe junto. Faça a conta com o seu ticket, tirado do painel da plataforma ou do ERP.
A tabela abaixo resume o que decide o orçamento em cada faixa. O preço de loja virtual divulgado nas páginas de plano muda com frequência: em outubro de 2026, confira na página oficial de cada plataforma e compare pelo custo por pedido, como no comparativo de sites para criar loja virtual pelo que cada um cobra por pedido.
| Faturamento mensal | Pedidos por mês (ticket R$ 564) | Maior custo do primeiro ano | Caminho que costuma servir |
|---|---|---|---|
| Até R$ 30 mil | Até cerca de 53 | Taxa por venda e gateway | Plano de entrada, tema pronto, sem agência |
| De R$ 30 mil a R$ 150 mil | De 53 a 266 | Gateway, apps e manutenção | Plano sem taxa por venda e tema pago ajustado |
| Acima de R$ 150 mil | Mais de 266 | Tarifa do gateway sobre o faturamento | Negociar gateway e avaliar plano avançado ou VTEX |
Elaboração EcomSmart com base em ABComm, ticket médio projetado para 2026 (R$ 564), citado no E-Commerce Brasil
Quais custos entram no orçamento do site de vendas no primeiro ano?
O orçamento do primeiro ano tem seis itens: setup, mensalidade de plataforma de e-commerce, taxa por pedido, apps pagos, gateway de Pix e cartão e manutenção. Só o setup é pago uma vez. Os outros cinco se repetem todo mês, e dois deles, a taxa por pedido e o gateway, crescem a cada venda.
- Setup: tema, configuração de frete e pagamento, cadastro de produtos e fotos. Pode ser feito pela equipe ou por agência.
- Mensalidade da plataforma: valor fixo por plano. Os planos mais caros costumam retirar a taxa por venda.
- Taxa por pedido: percentual cobrado pela plataforma em alguns planos, além da tarifa do gateway.
- Apps: avaliações, frete, nota fiscal, recuperação de carrinho e integração com Mercado Livre, Shopee e Amazon. Somados, viram uma segunda mensalidade.
- Gateway: tarifa sobre cada venda no Pix, no cartão e no boleto, mais a antecipação se você pedir o dinheiro antes do prazo.
- Manutenção: ajuste de tema, atualização de apps, correção de erro no checkout e horas de desenvolvedor.
O erro mais comum no orçamento é tratar o gateway como custo da plataforma. Na maioria dos casos são cobranças separadas. A plataforma pode ter taxa zero por venda e o gateway continuar cobrando um percentual de cada pedido no cartão.
O Pix entra forte nessa conta porque costuma ter tarifa menor que o cartão no gateway. O Banco Central publica o volume de transações em um painel público. Fonte: Banco Central do Brasil, Estatísticas do Pix no Portal de Dados Abertos, cadastro atualizado em junho de 2026, transações Pix no Brasil. Na sua loja, o dado que decide é a participação do Pix nos pedidos, que aparece no relatório do gateway.
| Item | Quando é cobrado | Como estimar | Erro frequente |
|---|---|---|---|
| Setup | Uma vez, antes de a loja ir ao ar | Orçamento fechado com escopo escrito | Contratar sem incluir cadastro de produtos e fotos |
| Mensalidade da plataforma | Todo mês | Preço do plano na página oficial | Escolher o plano mais barato sem olhar a taxa por venda |
| Taxa por pedido | A cada venda, em alguns planos | Percentual vezes faturamento anual | Esquecer que ela soma com a tarifa do gateway |
| Apps pagos | Todo mês, alguns por volume | Lista de apps vezes 12 meses | Manter app duplicado ou sem uso |
| Gateway de Pix e cartão | A cada venda | Tarifa de cada meio vezes vendas nele | Usar a mesma tarifa para Pix e cartão |
| Manutenção | Mensal ou por hora | Horas previstas vezes valor da hora | Não reservar verba para correções no checkout |
Elaboração EcomSmart
Como fazer a conta do primeiro ano passo a passo?
A conta do primeiro ano parte dos pedidos por mês, aplica as taxas que variam por venda, soma os custos fixos de 12 meses e acrescenta o setup. Dividir o total pelos pedidos do ano mostra quanto o site custa por venda. É esse número que permite comparar plataformas e propostas de agência na mesma base.
- Pegue o faturamento médio dos últimos três meses e divida pelo seu ticket médio. Esse é o volume de pedidos.
- Multiplique o faturamento anual pela taxa por venda da plataforma, se o plano tiver, e pela tarifa do gateway, separando Pix e cartão.
- Some 12 mensalidades da plataforma, 12 meses de apps pagos e 12 meses de manutenção.
- Acrescente o setup: tema, configuração e as horas de quem vai montar a loja.
- Divida o total pelos pedidos e pelo faturamento do ano. Você terá o custo por pedido e o custo como percentual da receita.
Exemplo ilustrativo: loja de moda com R$ 80 mil por mês
Os números a seguir são um exemplo ilustrativo, sem preço real de plataforma. A loja fatura R$ 80 mil por mês (R$ 960 mil no ano) com ticket de R$ 200, o que dá 400 pedidos por mês e 4.800 no ano. Metade das vendas sai no Pix e metade no cartão.
- Setup com tema pago e configuração por agência: R$ 6.000, uma vez.
- Mensalidade da plataforma: R$ 450 × 12 = R$ 5.400.
- Taxa da plataforma de 0,5% sobre R$ 960 mil: R$ 4.800.
- Apps: R$ 600 × 12 = R$ 7.200.
- Gateway: Pix a 0,99% sobre R$ 480 mil (R$ 4.752) e cartão a 4,5% sobre R$ 480 mil (R$ 21.600), total de R$ 26.352.
- Manutenção: R$ 800 × 12 = R$ 9.600.
O primeiro ano custa R$ 59.352, ou 6,2% do faturamento e R$ 12,37 por pedido. O setup, que é o valor de criação mostrado nos orçamentos, responde por cerca de 10% do total. O gateway sozinho responde por 44%.
A decisão que sai dessa conta: antes de pechinchar o setup, renegocie o gateway ou leve mais clientes para o Pix. Se a fatia do Pix subir de 50% para 70%, a tarifa total do gateway cai para R$ 19.612,80. A economia de R$ 6.739,20 no ano supera o setup inteiro.
Quando o plano sem taxa por pedido compensa
Divida a diferença de mensalidade entre dois planos pelo percentual da taxa por venda. O resultado é o faturamento mensal a partir do qual o plano mais caro sai mais barato. Num exemplo ilustrativo, um plano de R$ 100 com 2% por venda e outro de R$ 400 sem taxa empatam em R$ 15 mil por mês (300 ÷ 0,02).
Acima do ponto de empate, o plano sem taxa ganha, e quem já fatura mais de R$ 30 mil quase sempre está acima dele nesse exemplo. O comparativo Nuvemshop ou Shopify com a conta do custo total em 5 passos aplica a mesma lógica às duas plataformas. Refaça com os preços do mês em que for contratar.

- 1 Pedidos por mês: Faturamento médio dividido pelo seu ticket médio
- 2 Taxas por venda: Taxa da plataforma e tarifa do gateway sobre o faturamento anual
- 3 Custos fixos: Doze meses de mensalidade, apps e manutenção
- 4 Setup: Tema, configuração e horas de quem monta a loja
- 5 Custo por pedido: Total do ano dividido pelos pedidos do ano
Fonte: Elaboração EcomSmart
Quando não vale a pena pagar por desenvolvimento sob medida?
Desenvolvimento sob medida não compensa quando a loja fatura até R$ 150 mil por mês e vende produto padrão, com frete, pagamento e catálogo que uma plataforma pronta já resolve. Nesse caso, o custo de desenvolvimento de loja virtual do zero pode superar todo o gasto recorrente do primeiro ano sem trazer mais conversão.
Volte ao exemplo anterior. Se a mesma loja pagasse R$ 80 mil por um projeto sob medida (valor ilustrativo), só a construção superaria os R$ 59.352 do primeiro ano inteiro na plataforma. Depois ainda viriam hospedagem, segurança, atualizações e alguém para manter o código.
Evite o sob medida nestas situações:
- A loja ainda não sabe quais páginas e funções vendem mais. Teste antes em plataforma pronta.
- O pedido é visual: layout, vitrine, animação. Um tema pago com ajuste resolve.
- Não há pessoa ou agência contratada para manter o código depois da entrega.
- O motivo é fugir da taxa por venda. Na maioria das faixas, trocar de plano resolve com menos risco.
O sob medida faz sentido quando existe uma regra de negócio que a plataforma não atende: preço por cliente no atacado, integração com ERP próprio, assinatura com regras complexas ou volume que exige infraestrutura dedicada. O guia de desenvolvimento de e-commerce com etapas, prazo e custo detalha o que pedir no escopo e no contrato.

O que as pesquisas recentes mostram sobre investir no site?
Duas pesquisas de 2026 ajudam a decidir onde gastar. Uma, com 25 lojas virtuais da Turquia, mostrou que o total de visitantes teve o maior peso na avaliação de desempenho dos sites. Outra, com 220 varejistas chineses, associou a adoção de tecnologia a melhor desempenho, com efeito maior nas empresas grandes.
Emre Özsalman, Alptekin Ulutaş e Halime Ünver avaliaram os sites de 25 empresas de e-commerce da Turquia com onze critérios técnicos e de usuário. No método de pesos usado, o total de visitantes foi o critério que mais pesou, e a taxa de rejeição, o que menos pesou. Fonte: Özsalman, Ulutaş e Ünver, Performance Evaluation of E-Commerce Websites Based on Multi-Criteria Decision-Making Methods, Journal of Theoretical and Applied Electronic Commerce Research, 2026, 25 empresas de e-commerce na Turquia.
O limite: é um ranking com amostra pequena, num único país, e não mede custo do site nem vendas. Ainda assim, sustenta uma prioridade prática para o seu orçamento. Reserve parte do dinheiro do primeiro ano para trazer visitantes antes de pagar por qualquer redesenho de layout.
Chaoliang Han e coautores analisaram 220 empresas de varejo da China entre 2012 e 2023. A adoção de varejo inteligente melhorou o desempenho, com efeito maior nas empresas grandes, nas não estatais e nas que vendem principalmente em lojas físicas. Fonte: Han, Zhang, Sun e coautores, The Adoption of Smart Retail and Business Performance, Sustainability, 2026, 220 varejistas chineses entre 2012 e 2023.
Aqui o limite é outro: são varejistas de grande porte e o estudo mede tecnologia em geral, sem olhar para o site. Para a loja virtual brasileira, a leitura é cautelosa. Investimento em tecnologia tende a render mais quando a operação já tem escala, o que reforça gastar pouco no setup nas faixas menores.
O que decidir nesta semana sobre o valor para criar um site de vendas
Nesta semana, calcule o custo por pedido do site atual ou da proposta que você tem em mãos, compare com a faixa de faturamento da loja e só depois discuta o preço do setup. Quatro números bastam: pedidos por mês, taxa por venda, tarifa do gateway por meio de pagamento e soma dos custos fixos.
- Puxe do gateway a participação de Pix, cartão e boleto nos últimos três meses.
- Liste os apps pagos e cancele os que ninguém usou no último mês.
- Refaça a conta de empate entre o seu plano e o plano acima com o faturamento atual.
- Peça às agências o orçamento separado em setup, manutenção mensal e hora extra.
Para ter a conta completa em planilha, com os custos de cada caminho, baixe o e-book Quanto custa uma loja virtual em 2026 na página de e-books grátis da EcomSmart para lojistas. O material é nosso e gratuito.
Fontes deste guia
- ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), O e-commerce como porta de entrada para empreender: por que 2026 é o melhor momento da história
- Banco Central do Brasil, estatísticas do Pix, Estatísticas do Pix – Site do BC – Estatísticas do Pix – Portal de Dados Abertos do Banco Central do Brasil
- Emre Özsalman, Alptekin Ulutaş, Halime Ünver (2026). Performance Evaluation of E-Commerce Websites Based on Multi-Criteria Decision-Making Methods. Journal of theoretical and applied electronic commerce research. DOI
- Chaoliang Han, Xi Zhang, Xu Sun et al. (2026). The Adoption of Smart Retail and Business Performance: A New Mechanism Analysis. Sustainability. DOI
Como este guia foi feito: a equipe editorial EcomSmart escreveu este texto com apoio de IA a partir das fontes listadas acima; todo número tem a fonte indicada ao lado.
Perguntas frequentes
O domínio entra no valor do site de vendas?
Em geral, não entra no preço do plano da plataforma. O domínio .com.br é registrado à parte no Registro.br e renovado todo ano. Some esse valor na linha de custos fixos do primeiro ano.
Dá para começar só no marketplace e criar o site depois?
Dá, e muitas lojas fazem isso para validar produto antes de investir em setup. O marketplace cobra comissão por venda e fica com o contato do cliente. O site próprio passa a compensar quando a recompra e os dados do cliente pesam no resultado.
A tarifa do gateway de pagamento é negociável?
Sim, principalmente quando a loja tem volume e histórico. Leve o relatório de vendas por meio de pagamento e propostas de outros gateways para a conversa. Negocie também a taxa de antecipação, que costuma passar despercebida no orçamento.
Quanto tempo leva para colocar um site de vendas no ar?
Depende mais do catálogo do que da plataforma. Em plataforma pronta com tema, o gargalo costuma ser cadastro de produtos, fotos e configuração de frete. Projeto sob medida leva bem mais tempo, porque inclui desenvolvimento e testes do checkout.




