Criar site de vendas é montar uma loja virtual própria, com domínio, catálogo, checkout com Pix e cartão e cálculo de frete, onde o pedido e o cadastro do cliente ficam com você. A decisão que mais pesa no caixa é o caminho: plano grátis, plataforma paga ou desenvolvimento sob medida.
O mercado segue em alta. Para 2026, a ABComm projeta faturamento acima de R$ 258 bilhões no e-commerce brasileiro, crescimento de 10%, ticket médio de R$ 564,96 e dois milhões de novos compradores Fonte: ABComm, projeção para o e-commerce brasileiro em 2026, reproduzida pela edrone em “E-commerce no Brasil: dados de um mercado em expansão”, janeiro de 2026, base: mercado nacional de comércio eletrônico. Esse ticket é média nacional. O da sua loja define quanto cada taxa pesa no pedido.
Ter canal próprio também aparece ligado a vender mais na pesquisa acadêmica. Um estudo de 2026 com 359 donos e gestores de pequenas e médias empresas na Etiópia encontrou desempenho de vendas 36,3% maior entre as que adotaram e-commerce, principalmente via site próprio e marketplace Fonte: Mengesha, Hunegnaw e Habtewold, “The effect of E-commerce adoption on business performance of SMEs in Ethiopia”, Cogent Business & Management, 2026, base: 359 donos e gestores em Adis Abeba e Sheger.
O limite do estudo: é um país com acesso à internet bem diferente do brasileiro, e os dados vieram de questionário respondido pelos próprios gestores. Este guia faz a conta que costuma faltar nas listas de passo a passo: quanto cada caminho custa por pedido numa loja de R$ 30 mil por mês e quando o grátis deixa de compensar.

- 359 Donos e gestores ouvidos: Pequenas e médias empresas de Adis Abeba e Sheger
- 43,18% Adotaram e-commerce: Principalmente por site próprio e marketplaces
- 36,3% Mais desempenho de vendas: Adotantes comparados a não adotantes por pareamento estatístico
- Ação Meça antes e depois: Registre vendas do canal próprio separadas do marketplace desde o lançamento
Fonte: Ishetu Yonas Mengesha, Fetene Bogale Hunegnaw, Tsegaye Mulugeta Habtewold (2026), Cogent Business & Management.
Site de vendas grátis ou pago: qual a diferença na prática?
A diferença entre site de vendas grátis ou pago está na forma de cobrança. O plano grátis costuma cobrar uma taxa sobre cada pedido e limitar recursos. O pago troca essa taxa por mensalidade fixa, e o sob medida cobra desenvolvimento e manutenção. Em todos, o gateway cobra à parte por Pix e cartão.
- Plano grátis. Você paga zero para abrir a loja e paga por pedido aprovado. Serve para validar produto e preço com pouco volume.
- Plataforma paga (Nuvemshop, Tray, Shopify, VTEX e outras, cada uma com faixas próprias). Mensalidade fixa, taxa por pedido menor ou nenhuma, mais acesso a apps e integrações.
- Desenvolvimento sob medida. Um time ou agência constrói a loja do zero ou sobre código aberto. Você paga o projeto, a hospedagem e cada ajuste posterior.
Uma confusão comum é achar que o grátis elimina o custo da venda. A tarifa do gateway existe nos três caminhos, e cartão parcelado costuma custar mais que Pix. O que muda entre eles é a taxa da plataforma e o custo fixo.
Preços e taxas de plataforma mudam várias vezes por ano. Antes de decidir, confira a página de preços de cada uma em outubro de 2026 e compare pelo que cobram por pedido, como fizemos no comparativo de sites para criar loja virtual pelo custo de cada pedido.
Como calcular o custo de um site de vendas por pedido?
O custo de um site de vendas por pedido é a soma da mensalidade, da taxa da plataforma, da tarifa do gateway, dos apps e da amortização do desenvolvimento, dividida pelos pedidos do mês. Olhar só a mensalidade engana. A conta por pedido mostra qual caminho sai mais barato no seu volume.
A loja do exemplo
Este é um exemplo ilustrativo, com valores hipotéticos que não reproduzem a tabela de nenhuma plataforma. A loja fatura R$ 30.000 por mês com ticket médio de R$ 150, o que dá 200 pedidos. O frete é pago pelo cliente, então pesa igual nos três caminhos e fica fora da comparação.
As premissas: o plano grátis cobra 2% por pedido; a plataforma paga cobra R$ 400 de mensalidade e nenhuma taxa; o gateway custa em média 3,5% somando Pix e cartão; os apps de frete, avaliações e SEO somam R$ 300. O sob medida custou R$ 60.000, amortizados em 24 meses, mais R$ 1.500 mensais de hospedagem e manutenção.
A conta de cada caminho
- Plano grátis: R$ 600 de taxa (2% de R$ 30.000) + R$ 1.050 de gateway + R$ 300 de apps = R$ 1.950 por mês, ou R$ 9,75 por pedido (6,5% do faturamento).
- Plataforma paga: R$ 400 + R$ 1.050 + R$ 300 = R$ 1.750 por mês, ou R$ 8,75 por pedido (5,8%).
- Sob medida: R$ 2.500 de amortização + R$ 1.500 de manutenção + R$ 1.050 de gateway = R$ 5.050 por mês, ou R$ 25,25 por pedido (16,8%).
Onde o grátis empata com o pago
O ponto de empate sai de uma divisão: mensalidade do plano pago dividida pela taxa por pedido do grátis. No exemplo, R$ 400 ÷ 2% = R$ 20.000 por mês. Abaixo disso o grátis custa menos. Acima, cada real vendido no grátis paga uma taxa que a mensalidade já cobriria.
A conta revela um ponto que os guias de passo a passo pulam: o gateway é a maior linha em todos os caminhos. Negociar a tarifa do cartão e dar desconto para pagamento com Pix pode economizar mais do que trocar de plataforma. Para valores por faixa, use o guia de quanto custa criar um site de vendas por caminho e por mês.
| Item | Plano grátis | Plataforma paga | Sob medida |
|---|---|---|---|
| Mensalidade ou amortização | R$ 0 | R$ 400 | R$ 2.500 (R$ 60 mil em 24 meses) |
| Taxa da plataforma por pedido | R$ 600 (2%) | R$ 0 | R$ 0 |
| Gateway com Pix e cartão | R$ 1.050 (3,5%) | R$ 1.050 (3,5%) | R$ 1.050 (3,5%) |
| Apps, hospedagem e manutenção | R$ 300 em apps | R$ 300 em apps | R$ 1.500 |
| Total no mês | R$ 1.950 | R$ 1.750 | R$ 5.050 |
| Custo por pedido (200 pedidos) | R$ 9,75 (6,5%) | R$ 8,75 (5,8%) | R$ 25,25 (16,8%) |
Elaboração EcomSmart com base em exemplo ilustrativo de valores hipotéticos, sem relação com preços de plataformas
Quando o plano grátis trava a loja?
O plano grátis trava a loja quando a taxa por pedido passa a custar mais que a mensalidade de um plano pago, ou quando faltam integrações que a operação já exige, como ERP, marketplaces e WhatsApp API Oficial. Os sinais aparecem antes de o faturamento cair, então revise a lista abaixo a cada trimestre.
- Faturamento acima do ponto de empate. Refaça a conta da seção anterior com as taxas da sua plataforma.
- Apps pagos somando mais que a mensalidade do plano pago. É comum completar o grátis com apps e acabar pagando mais sem perceber.
- Sem acesso a API ou webhooks. Sem isso, pedido, estoque e cadastro não chegam ao ERP, ao Mercado Livre, à Shopee, à Amazon nem ao CRM.
- Checkout engessado. Sem desconto no Pix, com parcelamento sem regra própria ou sem boleto.
- Limite de produtos ou variações que impede cadastrar a coleção inteira.
O caminho oposto também tem erro frequente: pular para o sob medida cedo demais. No exemplo de R$ 30 mil por mês, o projeto próprio custou quase três vezes mais por pedido que a plataforma paga. Ele começa a fazer sentido com regra de negócio que nenhuma plataforma atende, como tabela de preço por cliente no atacado, e volume para diluir o projeto.
Passo a passo para criar site de vendas com custo sob controle
Para criar site de vendas com custo sob controle, escolha a plataforma pela conta do custo por pedido e pelas integrações, e só depois cuide de layout e catálogo. Essa ordem evita o erro mais caro: escolher pela vitrine bonita e descobrir a taxa e os limites depois do lançamento.
- Projete 12 meses. Estime pedidos e ticket médio mês a mês, contando Black Friday e Natal. A plataforma precisa aguentar o volume de daqui a um ano.
- Liste as integrações obrigatórias. ERP, marketplaces, gateway com Pix, CRM e WhatsApp API Oficial. Corte qualquer opção que não conecte com o que você já usa.
- Compare três candidatas pelo custo por pedido. Use os preços publicados em outubro de 2026 e a fórmula do exemplo. Anote o ponto de empate entre o plano grátis e o pago.
- Configure o essencial. Domínio próprio, checkout com Pix, cartão e boleto, frete com prazo por CEP e política de troca visível.
- Teste no celular com compra real. Pague com Pix e com cartão, receba a confirmação e simule uma troca. Corrija o que travar antes de investir em anúncio.
- Lance e meça todo mês. Acompanhe o custo por pedido e a taxa de recompra. Quando o faturamento cruzar o ponto de empate, mude de plano.
Se a plataforma escolhida tiver plano grátis e pago, comece no que a sua projeção indicar e programe a troca para o mês em que a curva cruzar o empate. Trocar de plano dentro da mesma plataforma costuma ser simples. Trocar de plataforma exige migrar catálogo, cadastros e URLs.

- 1 Projete 12 meses: Pedidos e ticket médio mês a mês, incluindo Black Friday e Natal
- 2 Filtre por integração: ERP, marketplaces, Pix, CRM e WhatsApp API Oficial conectados
- 3 Compare custo por pedido: Três candidatas, preços de outubro de 2026 e ponto de empate
- 4 Teste e lance: Compra real no celular com Pix e cartão antes do anúncio
Elaboração EcomSmart
O que o site de vendas precisa ter desde o início para gerar recompra?
Para gerar recompra, o site de vendas precisa guardar o cliente com consentimento e conversar com as ferramentas de relacionamento desde o primeiro pedido. Isso inclui cadastro com aceite para WhatsApp e e-mail, integração com CRM, segmentação RFV, recuperação de carrinho e avisos de status do pedido, de Pix pendente a boleto vencendo.
Arrumar isso depois sai mais caro, porque a base que entrou sem aceite não pode receber mensagem. A LGPD pede base legal para usar o dado, e as regras da Meta para a WhatsApp API Oficial exigem que o cliente tenha aceitado receber mensagens da sua marca. Um campo de aceite no checkout resolve no dia do lançamento.
Com pedidos e cadastros no CRM, dá para separar quem comprou há pouco, quem compra sempre e quem gasta mais. É a matriz RFV para segmentar clientes do e-commerce, que define quem recebe qual oferta. O carrinho abandonado segue a mesma lógica: na EcomSmart temos um produto para isso, a automação de carrinho abandonado no WhatsApp, que depende de a plataforma enviar os eventos de carrinho.
A entrega também pesa na volta do cliente. Um estudo de 2026 com 419 compradores online encontrou que a qualidade do serviço logístico se relaciona com a intenção de recompra por meio da imagem que o cliente tem do site Fonte: Yürüyen, Sever, Çatı e colegas, “Logistics service quality and repurchase intention: investigating the mediating role of website brand image”, Future Business Journal, 2026, base: 419 compradores online maiores de 18 anos.
O limite: o estudo mediu intenção declarada, não compras reais, e o resumo não informa o país. Para a sua loja, a leitura prática é cumprir o prazo prometido no checkout e avisar cada etapa da entrega, porque isso sustenta a imagem do site que, no estudo, apareceu ligada à recompra.
| Recurso | Para que serve | Como verificar antes de contratar |
|---|---|---|
| Aceite para WhatsApp e e-mail no checkout | Permitir mensagens dentro da LGPD e das regras da Meta | Fazer um pedido teste e ver se o campo aparece |
| API ou webhooks de pedidos e carrinhos | Levar dados ao CRM, ERP e WhatsApp API Oficial | Pedir a documentação da API à plataforma |
| Integração com CRM | Montar a segmentação RFV com base nos pedidos | Confirmar se o CRM tem conector nativo para a plataforma |
| Eventos de carrinho abandonado | Disparar recuperação pelo WhatsApp com o carrinho certo | Abandonar um carrinho teste e checar o evento enviado |
| Avisos de status do pedido | Informar Pix pendente, boleto vencendo e entrega | Simular pagamento pendente e conferir a mensagem |
| Checkout com Pix, cartão e boleto | Dar opção de pagamento e permitir desconto no Pix | Comprar no celular com cada meio de pagamento |
Elaboração EcomSmart
O que decidir nesta semana sobre o seu site de vendas
Nesta semana, a decisão prática é calcular o custo por pedido da sua loja nos três caminhos e comparar o faturamento com o ponto de empate do plano grátis. Com essa conta e a lista de integrações obrigatórias, a escolha da plataforma fica objetiva e pode ser revista a cada trimestre.
- Some as taxas pagas à plataforma e ao gateway nos últimos três meses e divida pelo número de pedidos.
- Calcule o ponto de empate: mensalidade do plano pago dividida pela taxa por pedido do seu plano atual.
- Confira se a plataforma entrega pedidos, carrinhos e cadastros via API para o CRM e para a WhatsApp API Oficial.
- Verifique se o checkout pede aceite para mensagens antes da próxima campanha.
Para seguir com a conta de custos do ano, os e-books grátis da EcomSmart para lojistas reúnem o material sobre custos de loja virtual em 2026.
Fontes deste guia
- ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), E-commerce no Brasil: dados de um mercado em expansão
- Ishetu Yonas Mengesha, Fetene Bogale Hunegnaw, Tsegaye Mulugeta Habtewold (2026). The effect of E-commerce adoption on business performance of SMEs in Ethiopia. Cogent Business & Management. DOI
- Ali Aygün Yürüyen, Sami SEVER, Kahraman Çatı et al. (2026). Logistics service quality and repurchase intention: investigating the mediating role of website brand image. Future Business Journal. DOI
Como este guia foi feito: a equipe editorial EcomSmart escreveu este texto com apoio de IA a partir das fontes listadas acima; todo número tem a fonte indicada ao lado.
Perguntas frequentes
Dá para começar no plano grátis e migrar para o pago depois?
Sim. Dentro da mesma plataforma, a troca de plano costuma manter produtos, clientes e domínio. Trocar de plataforma exige migrar catálogo e cadastros e redirecionar URLs para não perder posição no Google, então escolha uma que comporte o volume previsto para 12 meses.
Site de vendas grátis tem domínio próprio?
Depende do plano. Alguns planos grátis permitem conectar um domínio comprado à parte, outros só oferecem um endereço com o nome da plataforma. Domínio próprio passa mais confiança ao comprador e evita perder o endereço se você trocar de plataforma.
Vale ter site próprio se a loja já vende bem em marketplace?
Marketplace traz demanda pronta, mas cobra comissão a cada venda e controla o contato com o cliente. O site próprio permite cadastrar o comprador com consentimento e fazer recompra sem pagar comissão de novo. Muitas lojas mantêm os dois canais e usam o site para quem já comprou.
Quem paga a tarifa do Pix e do cartão no site de vendas?
O lojista. O gateway ou o banco cobra a tarifa sobre cada pagamento aprovado em qualquer caminho, seja plano grátis, pago ou sob medida. Por isso a taxa negociada com o gateway pesa no custo por pedido, às vezes mais que a escolha da plataforma.




