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Criar site de vendas grátis ou pago e o custo real de cada caminho

Criar site de vendas é montar uma loja virtual própria com domínio, checkout com Pix e cartão e frete. O caminho mais barato depende do volume. A conta por pedido soma mensalidade, taxa da plataforma, gateway, apps e amortização. O ponto de empate entre grátis e pago é a mensalidade dividida pela taxa por pedido.

· 12 min de leitura

Capa do artigo: Criar site de vendas grátis ou pago e o custo real de cada caminho

Criar site de vendas é montar uma loja virtual própria, com domínio, catálogo, checkout com Pix e cartão e cálculo de frete, onde o pedido e o cadastro do cliente ficam com você. A decisão que mais pesa no caixa é o caminho: plano grátis, plataforma paga ou desenvolvimento sob medida.

O mercado segue em alta. Para 2026, a ABComm projeta faturamento acima de R$ 258 bilhões no e-commerce brasileiro, crescimento de 10%, ticket médio de R$ 564,96 e dois milhões de novos compradores Fonte: ABComm, projeção para o e-commerce brasileiro em 2026, reproduzida pela edrone em “E-commerce no Brasil: dados de um mercado em expansão”, janeiro de 2026, base: mercado nacional de comércio eletrônico. Esse ticket é média nacional. O da sua loja define quanto cada taxa pesa no pedido.

Ter canal próprio também aparece ligado a vender mais na pesquisa acadêmica. Um estudo de 2026 com 359 donos e gestores de pequenas e médias empresas na Etiópia encontrou desempenho de vendas 36,3% maior entre as que adotaram e-commerce, principalmente via site próprio e marketplace Fonte: Mengesha, Hunegnaw e Habtewold, “The effect of E-commerce adoption on business performance of SMEs in Ethiopia”, Cogent Business & Management, 2026, base: 359 donos e gestores em Adis Abeba e Sheger.

O limite do estudo: é um país com acesso à internet bem diferente do brasileiro, e os dados vieram de questionário respondido pelos próprios gestores. Este guia faz a conta que costuma faltar nas listas de passo a passo: quanto cada caminho custa por pedido numa loja de R$ 30 mil por mês e quando o grátis deixa de compensar.

Infográfico: Adoção de e-commerce e vendas em pequenas empresas
Adoção de e-commerce e vendas em pequenas empresas O que o estudo de 2026 com empresas da Etiópia encontrou

  1. 359 Donos e gestores ouvidos: Pequenas e médias empresas de Adis Abeba e Sheger
  2. 43,18% Adotaram e-commerce: Principalmente por site próprio e marketplaces
  3. 36,3% Mais desempenho de vendas: Adotantes comparados a não adotantes por pareamento estatístico
  4. Ação Meça antes e depois: Registre vendas do canal próprio separadas do marketplace desde o lançamento

Fonte: Ishetu Yonas Mengesha, Fetene Bogale Hunegnaw, Tsegaye Mulugeta Habtewold (2026), Cogent Business & Management.

Site de vendas grátis ou pago: qual a diferença na prática?

A diferença entre site de vendas grátis ou pago está na forma de cobrança. O plano grátis costuma cobrar uma taxa sobre cada pedido e limitar recursos. O pago troca essa taxa por mensalidade fixa, e o sob medida cobra desenvolvimento e manutenção. Em todos, o gateway cobra à parte por Pix e cartão.

  • Plano grátis. Você paga zero para abrir a loja e paga por pedido aprovado. Serve para validar produto e preço com pouco volume.
  • Plataforma paga (Nuvemshop, Tray, Shopify, VTEX e outras, cada uma com faixas próprias). Mensalidade fixa, taxa por pedido menor ou nenhuma, mais acesso a apps e integrações.
  • Desenvolvimento sob medida. Um time ou agência constrói a loja do zero ou sobre código aberto. Você paga o projeto, a hospedagem e cada ajuste posterior.

Uma confusão comum é achar que o grátis elimina o custo da venda. A tarifa do gateway existe nos três caminhos, e cartão parcelado costuma custar mais que Pix. O que muda entre eles é a taxa da plataforma e o custo fixo.

Preços e taxas de plataforma mudam várias vezes por ano. Antes de decidir, confira a página de preços de cada uma em outubro de 2026 e compare pelo que cobram por pedido, como fizemos no comparativo de sites para criar loja virtual pelo custo de cada pedido.

Como calcular o custo de um site de vendas por pedido?

O custo de um site de vendas por pedido é a soma da mensalidade, da taxa da plataforma, da tarifa do gateway, dos apps e da amortização do desenvolvimento, dividida pelos pedidos do mês. Olhar só a mensalidade engana. A conta por pedido mostra qual caminho sai mais barato no seu volume.

A loja do exemplo

Este é um exemplo ilustrativo, com valores hipotéticos que não reproduzem a tabela de nenhuma plataforma. A loja fatura R$ 30.000 por mês com ticket médio de R$ 150, o que dá 200 pedidos. O frete é pago pelo cliente, então pesa igual nos três caminhos e fica fora da comparação.

As premissas: o plano grátis cobra 2% por pedido; a plataforma paga cobra R$ 400 de mensalidade e nenhuma taxa; o gateway custa em média 3,5% somando Pix e cartão; os apps de frete, avaliações e SEO somam R$ 300. O sob medida custou R$ 60.000, amortizados em 24 meses, mais R$ 1.500 mensais de hospedagem e manutenção.

A conta de cada caminho

  1. Plano grátis: R$ 600 de taxa (2% de R$ 30.000) + R$ 1.050 de gateway + R$ 300 de apps = R$ 1.950 por mês, ou R$ 9,75 por pedido (6,5% do faturamento).
  2. Plataforma paga: R$ 400 + R$ 1.050 + R$ 300 = R$ 1.750 por mês, ou R$ 8,75 por pedido (5,8%).
  3. Sob medida: R$ 2.500 de amortização + R$ 1.500 de manutenção + R$ 1.050 de gateway = R$ 5.050 por mês, ou R$ 25,25 por pedido (16,8%).

Onde o grátis empata com o pago

O ponto de empate sai de uma divisão: mensalidade do plano pago dividida pela taxa por pedido do grátis. No exemplo, R$ 400 ÷ 2% = R$ 20.000 por mês. Abaixo disso o grátis custa menos. Acima, cada real vendido no grátis paga uma taxa que a mensalidade já cobriria.

A conta revela um ponto que os guias de passo a passo pulam: o gateway é a maior linha em todos os caminhos. Negociar a tarifa do cartão e dar desconto para pagamento com Pix pode economizar mais do que trocar de plataforma. Para valores por faixa, use o guia de quanto custa criar um site de vendas por caminho e por mês.

Custo mensal e por pedido em cada caminho (exemplo ilustrativo, R$ 30 mil por mês)
Item Plano grátis Plataforma paga Sob medida
Mensalidade ou amortização R$ 0 R$ 400 R$ 2.500 (R$ 60 mil em 24 meses)
Taxa da plataforma por pedido R$ 600 (2%) R$ 0 R$ 0
Gateway com Pix e cartão R$ 1.050 (3,5%) R$ 1.050 (3,5%) R$ 1.050 (3,5%)
Apps, hospedagem e manutenção R$ 300 em apps R$ 300 em apps R$ 1.500
Total no mês R$ 1.950 R$ 1.750 R$ 5.050
Custo por pedido (200 pedidos) R$ 9,75 (6,5%) R$ 8,75 (5,8%) R$ 25,25 (16,8%)

Elaboração EcomSmart com base em exemplo ilustrativo de valores hipotéticos, sem relação com preços de plataformas

Quando o plano grátis trava a loja?

O plano grátis trava a loja quando a taxa por pedido passa a custar mais que a mensalidade de um plano pago, ou quando faltam integrações que a operação já exige, como ERP, marketplaces e WhatsApp API Oficial. Os sinais aparecem antes de o faturamento cair, então revise a lista abaixo a cada trimestre.

  • Faturamento acima do ponto de empate. Refaça a conta da seção anterior com as taxas da sua plataforma.
  • Apps pagos somando mais que a mensalidade do plano pago. É comum completar o grátis com apps e acabar pagando mais sem perceber.
  • Sem acesso a API ou webhooks. Sem isso, pedido, estoque e cadastro não chegam ao ERP, ao Mercado Livre, à Shopee, à Amazon nem ao CRM.
  • Checkout engessado. Sem desconto no Pix, com parcelamento sem regra própria ou sem boleto.
  • Limite de produtos ou variações que impede cadastrar a coleção inteira.

O caminho oposto também tem erro frequente: pular para o sob medida cedo demais. No exemplo de R$ 30 mil por mês, o projeto próprio custou quase três vezes mais por pedido que a plataforma paga. Ele começa a fazer sentido com regra de negócio que nenhuma plataforma atende, como tabela de preço por cliente no atacado, e volume para diluir o projeto.

Passo a passo para criar site de vendas com custo sob controle

Para criar site de vendas com custo sob controle, escolha a plataforma pela conta do custo por pedido e pelas integrações, e só depois cuide de layout e catálogo. Essa ordem evita o erro mais caro: escolher pela vitrine bonita e descobrir a taxa e os limites depois do lançamento.

  1. Projete 12 meses. Estime pedidos e ticket médio mês a mês, contando Black Friday e Natal. A plataforma precisa aguentar o volume de daqui a um ano.
  2. Liste as integrações obrigatórias. ERP, marketplaces, gateway com Pix, CRM e WhatsApp API Oficial. Corte qualquer opção que não conecte com o que você já usa.
  3. Compare três candidatas pelo custo por pedido. Use os preços publicados em outubro de 2026 e a fórmula do exemplo. Anote o ponto de empate entre o plano grátis e o pago.
  4. Configure o essencial. Domínio próprio, checkout com Pix, cartão e boleto, frete com prazo por CEP e política de troca visível.
  5. Teste no celular com compra real. Pague com Pix e com cartão, receba a confirmação e simule uma troca. Corrija o que travar antes de investir em anúncio.
  6. Lance e meça todo mês. Acompanhe o custo por pedido e a taxa de recompra. Quando o faturamento cruzar o ponto de empate, mude de plano.

Se a plataforma escolhida tiver plano grátis e pago, comece no que a sua projeção indicar e programe a troca para o mês em que a curva cruzar o empate. Trocar de plano dentro da mesma plataforma costuma ser simples. Trocar de plataforma exige migrar catálogo, cadastros e URLs.

Infográfico: Da conta ao lançamento do site de vendas
Da conta ao lançamento do site de vendas A ordem que evita escolher plataforma pela vitrine

  1. 1 Projete 12 meses: Pedidos e ticket médio mês a mês, incluindo Black Friday e Natal
  2. 2 Filtre por integração: ERP, marketplaces, Pix, CRM e WhatsApp API Oficial conectados
  3. 3 Compare custo por pedido: Três candidatas, preços de outubro de 2026 e ponto de empate
  4. 4 Teste e lance: Compra real no celular com Pix e cartão antes do anúncio

Elaboração EcomSmart

O que o site de vendas precisa ter desde o início para gerar recompra?

Para gerar recompra, o site de vendas precisa guardar o cliente com consentimento e conversar com as ferramentas de relacionamento desde o primeiro pedido. Isso inclui cadastro com aceite para WhatsApp e e-mail, integração com CRM, segmentação RFV, recuperação de carrinho e avisos de status do pedido, de Pix pendente a boleto vencendo.

Arrumar isso depois sai mais caro, porque a base que entrou sem aceite não pode receber mensagem. A LGPD pede base legal para usar o dado, e as regras da Meta para a WhatsApp API Oficial exigem que o cliente tenha aceitado receber mensagens da sua marca. Um campo de aceite no checkout resolve no dia do lançamento.

Com pedidos e cadastros no CRM, dá para separar quem comprou há pouco, quem compra sempre e quem gasta mais. É a matriz RFV para segmentar clientes do e-commerce, que define quem recebe qual oferta. O carrinho abandonado segue a mesma lógica: na EcomSmart temos um produto para isso, a automação de carrinho abandonado no WhatsApp, que depende de a plataforma enviar os eventos de carrinho.

A entrega também pesa na volta do cliente. Um estudo de 2026 com 419 compradores online encontrou que a qualidade do serviço logístico se relaciona com a intenção de recompra por meio da imagem que o cliente tem do site Fonte: Yürüyen, Sever, Çatı e colegas, “Logistics service quality and repurchase intention: investigating the mediating role of website brand image”, Future Business Journal, 2026, base: 419 compradores online maiores de 18 anos.

O limite: o estudo mediu intenção declarada, não compras reais, e o resumo não informa o país. Para a sua loja, a leitura prática é cumprir o prazo prometido no checkout e avisar cada etapa da entrega, porque isso sustenta a imagem do site que, no estudo, apareceu ligada à recompra.

Checklist do que o site de vendas precisa ter no lançamento
Recurso Para que serve Como verificar antes de contratar
Aceite para WhatsApp e e-mail no checkout Permitir mensagens dentro da LGPD e das regras da Meta Fazer um pedido teste e ver se o campo aparece
API ou webhooks de pedidos e carrinhos Levar dados ao CRM, ERP e WhatsApp API Oficial Pedir a documentação da API à plataforma
Integração com CRM Montar a segmentação RFV com base nos pedidos Confirmar se o CRM tem conector nativo para a plataforma
Eventos de carrinho abandonado Disparar recuperação pelo WhatsApp com o carrinho certo Abandonar um carrinho teste e checar o evento enviado
Avisos de status do pedido Informar Pix pendente, boleto vencendo e entrega Simular pagamento pendente e conferir a mensagem
Checkout com Pix, cartão e boleto Dar opção de pagamento e permitir desconto no Pix Comprar no celular com cada meio de pagamento

Elaboração EcomSmart

O que decidir nesta semana sobre o seu site de vendas

Nesta semana, a decisão prática é calcular o custo por pedido da sua loja nos três caminhos e comparar o faturamento com o ponto de empate do plano grátis. Com essa conta e a lista de integrações obrigatórias, a escolha da plataforma fica objetiva e pode ser revista a cada trimestre.

  • Some as taxas pagas à plataforma e ao gateway nos últimos três meses e divida pelo número de pedidos.
  • Calcule o ponto de empate: mensalidade do plano pago dividida pela taxa por pedido do seu plano atual.
  • Confira se a plataforma entrega pedidos, carrinhos e cadastros via API para o CRM e para a WhatsApp API Oficial.
  • Verifique se o checkout pede aceite para mensagens antes da próxima campanha.

Para seguir com a conta de custos do ano, os e-books grátis da EcomSmart para lojistas reúnem o material sobre custos de loja virtual em 2026.

Fontes deste guia

Como este guia foi feito: a equipe editorial EcomSmart escreveu este texto com apoio de IA a partir das fontes listadas acima; todo número tem a fonte indicada ao lado.

Perguntas frequentes

Dá para começar no plano grátis e migrar para o pago depois?

Sim. Dentro da mesma plataforma, a troca de plano costuma manter produtos, clientes e domínio. Trocar de plataforma exige migrar catálogo e cadastros e redirecionar URLs para não perder posição no Google, então escolha uma que comporte o volume previsto para 12 meses.

Site de vendas grátis tem domínio próprio?

Depende do plano. Alguns planos grátis permitem conectar um domínio comprado à parte, outros só oferecem um endereço com o nome da plataforma. Domínio próprio passa mais confiança ao comprador e evita perder o endereço se você trocar de plataforma.

Vale ter site próprio se a loja já vende bem em marketplace?

Marketplace traz demanda pronta, mas cobra comissão a cada venda e controla o contato com o cliente. O site próprio permite cadastrar o comprador com consentimento e fazer recompra sem pagar comissão de novo. Muitas lojas mantêm os dois canais e usam o site para quem já comprou.

Quem paga a tarifa do Pix e do cartão no site de vendas?

O lojista. O gateway ou o banco cobra a tarifa sobre cada pagamento aprovado em qualquer caminho, seja plano grátis, pago ou sob medida. Por isso a taxa negociada com o gateway pesa no custo por pedido, às vezes mais que a escolha da plataforma.

Geraldo Durães
Quem escreveu

Founder da EcomSmart, com mais de 20 anos em tecnologia. Mestrando em Ciência, Tecnologia e Inovação no PPgCTI/UFRN, pesquisa retenção de clientes e classificação RFV para e-commerce e aplica IA ao crescimento de lojas virtuais.

Como este texto foi feito: escrito com apoio de ferramentas de inteligência artificial, com pesquisa e revisão humana. Todo número traz fonte, período e base; as fotos são ilustrativas, geradas por IA.

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