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Como criar um site de vendas grátis com domínio próprio em 5 passos

Como criar um site de vendas grátis com domínio próprio: abra a loja no plano zero de uma plataforma que aceite domínio e pague só a anuidade do .com.br no Registro.br. Depois, aponte o DNS, ative o SSL, redirecione o subdomínio antigo e cadastre o endereço no Google Search Console.

· 13 min de leitura

Empreendedora embala canecas de cerâmica em sua oficina enquanto acompanha a loja virtual pelo celular

Para saber como criar um site de vendas grátis com domínio próprio, parta desta regra: a loja fica no plano zero da plataforma e só o domínio é pago, com anuidade no Registro.br. A plataforma não cobra mensalidade. O .com.br, sim. O restante é configuração técnica que você mesmo consegue fazer.

A maioria dos tutoriais para no cadastro da loja. Aqui mostramos o que vem depois: quanto custa e em nome de quem registrar o domínio próprio na loja virtual, como apontar o DNS, como ativar o SSL e como evitar que o Google indexe dois endereços da mesma loja.

Se você ainda está decidindo entre o plano gratuito e o pago, leia antes o nosso guia sobre como criar um site de vendas grátis e onde o grátis termina. Este texto parte do ponto em que a loja já existe no plano zero e precisa de um endereço com o nome da marca.

Infográfico: Confiança e intenção de compra no varejo latino-americano
Confiança e intenção de compra no varejo latino-americano Achado do estudo de Zambrano Verdesoto, ReMark, maio de 2026

  1. 292 Consumidores pesquisados: Compram em loja física e digital no Equador, Peru e Colômbia
  2. 0,342 Efeito da confiança: Coeficiente da confiança sobre a intenção de compra no modelo
  3. 54,5% Variação explicada: Parte da intenção de compra explicada por confiança e integração
  4. 1 Aplicação na loja: Reforce sinais de confiança: domínio próprio, https e contato visível

Fonte: Germán Jazmany Zambrano Verdesoto (2026), ReMark – Revista Brasileira de Marketing.

Por que domínio próprio pesa na confiança de quem compra?

Domínio próprio pesa porque é um dos primeiros sinais de credibilidade que o comprador vê antes de pagar, e a confiança tem relação medida com a intenção de compra. O comprador lê um endereço como sualoja.com.br como empresa estabelecida e um subdomínio da plataforma como loja em teste.

O estudo mais recente e mais próximo da nossa realidade entre os que reunimos foi publicado em maio de 2026 por Germán Zambrano Verdesoto na ReMark, Revista Brasileira de Marketing. Ele ouviu 292 consumidores que compram em loja física e em canais digitais no Equador, no Peru e na Colômbia. A confiança teve efeito direto e significativo sobre a intenção de compra (coeficiente β = 0,342), e a integração entre canais teve efeito sobre a confiança (β = 0,400). Fonte: Zambrano Verdesoto, Omnichannel retailing and customer trust as predictors of purchase intention in Latin American retail, ReMark, maio de 2026, 292 questionários em três países.

Juntos, os dois fatores explicaram 54,5% da variação da intenção de compra (mesma fonte). O limite é claro: a pesquisa mede intenção declarada em questionário, não compras feitas, não inclui o Brasil e não testa o domínio em si. O que ela sustenta é que a confiança move a decisão, e o domínio é uma das peças que constroem essa confiança.

Um segundo trabalho, de Liqiong Deng e Gelareh Towhidi, publicado em setembro de 2026 no Journal of Marketing Development and Competitiveness, chegou a um resultado parecido no comércio social: os recursos da plataforma só viraram intenção de compra por meio da confiança, que apareceu como o principal fator. Fonte: Deng e Towhidi, IT Affordances, Consumer Experiences and Purchase Intention in Social Commerce, setembro de 2026, usuários de comércio social. O resumo não informa tamanho da amostra nem país, então trate o achado como indicação de direção.

Para entender por que esse filtro importa, olhe o tamanho do mercado. O e-commerce brasileiro faturou R$ 254,4 bilhões em 2023, alta de 0,7% sobre 2022, com 108,4 milhões de compradores, número praticamente estável. Fonte: NielsenIQ Ebit, Webshoppers 49, ano de 2023, e-commerce brasileiro. Com a base de compradores parada, a loja nova disputa o mesmo cliente que já compra no Mercado Livre, na Shopee e na Amazon, e precisa parecer tão segura quanto eles.

Quanto custa ter domínio próprio numa loja grátis?

O custo de ter domínio próprio numa loja grátis é a anuidade do registro .com.br, paga direto ao Registro.br, operado pelo NIC.br, sem passar pela plataforma. A loja continua no plano zero. Consulte o custo do domínio no Registro.br na tabela oficial, em outubro de 2026, antes de registrar, porque é esse valor que vale.

O domínio é a parte previsível da conta. As despesas que pegam o lojista de surpresa vêm de outro lugar:

  • Taxa por venda. Planos gratuitos costumam cobrar um percentual sobre cada pedido no lugar da mensalidade. Confira o percentual na página de planos da sua plataforma.
  • E-mail no domínio. Ter contato@sualoja.com.br exige um serviço de e-mail, normalmente pago à parte (Google Workspace, Microsoft 365 ou o oferecido pela sua hospedagem).
  • Liberação do domínio. Nem toda plataforma permite um plano grátis com domínio próprio. Algumas só liberam a conexão no plano pago. Confirme na central de ajuda oficial (no caso da Nuvemshop, a página sobre conectar domínio) antes de registrar.

A titularidade também entra na conta, como custo de um problema futuro. O registro de domínio .com.br é feito em nome de um CPF ou de um CNPJ, e quem é titular controla o endereço. Se a loja já tem empresa aberta, registre no CNPJ dela.

A tabela abaixo compara os três caminhos possíveis para o endereço da loja.

Três caminhos para o endereço da loja grátis
Caminho O que você paga Ponto forte Limite
Subdomínio da plataforma no plano grátis Sem mensalidade; taxa por venda, se houver Começa a vender no mesmo dia Endereço com a marca da plataforma
Domínio próprio no plano grátis Anuidade do .com.br e taxa por venda Marca própria sem mensalidade Nem toda plataforma libera no plano zero
Domínio próprio no plano pago Anuidade do .com.br e mensalidade do plano Mais recursos e, em geral, sem taxa por venda Custo fixo antes de ter volume de pedidos

Elaboração EcomSmart com base nas regras gerais de planos das plataformas brasileiras, outubro de 2026

Passo a passo para criar um site de vendas grátis com domínio próprio

Criar um site de vendas grátis com domínio próprio leva cinco passos: escolher a plataforma que aceita domínio no plano zero, registrar o .com.br, apontar o DNS, ativar o SSL e avisar o Google. Os dois primeiros são decisões. Os três últimos são configuração que a própria plataforma orienta.

  1. Escolha a plataforma pela regra do domínio. Antes de montar o catálogo, confirme na central de ajuda se o plano gratuito aceita domínio próprio. Nuvemshop, Tray e Shopify têm políticas e preços diferentes, e essas regras mudam ao longo do ano.
  2. Registre o .com.br no seu CPF ou CNPJ. No Registro.br, pesquise o nome, faça o cadastro como titular e pague a anuidade. Antes, veja se o nome não colide com marca registrada. O nosso guia de como criar nome de loja virtual com domínio e INPI mostra essa checagem.
  3. Aponte o domínio para a loja virtual. No painel da plataforma, adicione o domínio. Ela informa os registros DNS a criar, em geral um registro do tipo A para o endereço sem www e um CNAME para o www. Crie esses registros na zona DNS do Registro.br ou troque os servidores DNS pelos indicados, conforme a plataforma pedir. Não apague registros MX que já existam, porque são eles que fazem o seu e-mail funcionar.
  4. Ative o SSL e defina o domínio principal. Depois que o DNS propaga, a plataforma emite o certificado que coloca o cadeado e o https no endereço. Marque sualoja.com.br como domínio principal para que o subdomínio antigo redirecione para ele.
  5. Avise o Google da mudança. Cadastre o domínio no Google Search Console, verifique a propriedade e envie o sitemap da loja. Confira se o endereço antigo responde com redirecionamento 301 e se a tag canônica das páginas aponta para o domínio novo.

A propagação do DNS não é instantânea. Teste a loja no celular, fora do wi-fi de casa, antes de divulgar o endereço no Instagram ou no WhatsApp.

Infográfico: Os 5 passos do domínio próprio na loja grátis
Os 5 passos do domínio próprio na loja grátis Da escolha da plataforma ao aviso para o Google

  1. 1 Escolher a plataforma: Confirmar que o plano zero aceita conectar domínio próprio
  2. 2 Registrar o .com.br: No Registro.br, em seu CPF ou no CNPJ da loja
  3. 3 Apontar o DNS: Criar registros A e CNAME indicados pela plataforma, sem apagar MX
  4. 4 Ativar SSL: Definir o .com.br como principal e redirecionar o subdomínio
  5. 5 Avisar o Google: Search Console, sitemap, redirecionamento 301 e canônica no domínio novo

Fonte: elaboração EcomSmart com base nos procedimentos do Registro.br e das centrais de ajuda das plataformas

Quais erros mais travam o domínio próprio na loja virtual?

Os erros que mais travam o domínio próprio na loja virtual são quatro: registrar o endereço no CPF de outra pessoa, configurar o e-mail sem SPF e DKIM, deixar o subdomínio da plataforma indexado no Google e esquecer a renovação. Todos têm conserto, mas custam vendas enquanto ninguém percebe.

  • Domínio no CPF de terceiro. Agência, sócio que saiu, parente que ajudou no começo. Para recuperar, o titular precisa transferir o domínio. Se o seu já está em nome de outra pessoa, peça a transferência de titularidade agora, enquanto a relação está boa.
  • E-mail sem SPF e DKIM. São registros DNS que provam que a mensagem saiu do seu domínio. Sem eles, a confirmação de pedido e o e-mail de recuperação tendem a cair no lixo eletrônico ou a ser recusados. O serviço de e-mail fornece os valores; crie-os no Registro.br junto com o DMARC.
  • Subdomínio da plataforma indexado. O Google pode mostrar sualoja.plataforma.com e sualoja.com.br com as mesmas páginas, dividindo cliques entre os dois. O conserto é o redirecionamento 301 com canônica no domínio novo. O mesmo cuidado de uma migração de plataforma sem perder SEO e vendas vale aqui, em escala menor.
  • Renovação esquecida. Quando o domínio expira, a loja e o e-mail saem do ar juntos. Ative a renovação automática e mantenha atualizado o e-mail de contato cadastrado no Registro.br.

Há um quinto erro, menor e frequente: apontar só o endereço com www ou só o sem www. Quem digita a outra forma cai numa página de erro. Use a lista abaixo para conferir tudo antes de divulgar a loja.

Checklist do domínio próprio antes de divulgar a loja
Item Como conferir Sinal de problema
Titularidade Consulta no Registro.br mostra seu CPF ou CNPJ Agência ou terceiro aparece como titular
Endereço sem www Digitar sualoja.com.br no navegador do celular Página de erro ou tela padrão da plataforma
Endereço com www Digitar www.sualoja.com.br Não redireciona para o domínio principal
Certificado SSL Cadeado e https aparecem no navegador Aviso de site não seguro
Subdomínio antigo Abrir o endereço da plataforma Abre a loja sem redirecionar para o .com.br
E-mail autenticado Registros SPF, DKIM e DMARC criados no DNS E-mail de pedido cai no lixo eletrônico
Search Console Propriedade verificada e sitemap enviado Relatório sem páginas do domínio novo
Renovação Renovação automática ativa no Registro.br Aviso de expiração chegando em e-mail antigo

Elaboração EcomSmart com base nos procedimentos de registro e configuração de domínio, outubro de 2026

Sócios conferem o comprovante de registro do domínio e testam a loja no celular na mesa da cozinha
Sócios conferem o comprovante de registro do domínio e testam a loja no celular na mesa da cozinha (imagem ilustrativa gerada por IA)

Exemplo prático com a conta de uma linha nova testada no plano grátis

No exemplo ilustrativo abaixo, um lojista que já vende em marketplace abre uma loja própria no plano grátis, com domínio próprio, para testar uma linha nova. A conta mostra em que faturamento a taxa por venda passa a custar mais do que a mensalidade de um plano pago de entrada.

A situação: uma loja de utilidades domésticas que fatura R$ 80.000 por mês no Mercado Livre quer testar acessórios de cozinha com marca própria. Os números a seguir são exemplo ilustrativo: plano grátis com taxa de 2% por venda e plano pago de entrada de R$ 200 por mês, sem taxa. Confira as tarifas reais da sua plataforma.

  1. Ponto de equilíbrio: R$ 200 ÷ 0,02 = R$ 10.000 em vendas por mês.
  2. Mês 1: R$ 4.000 em vendas geram R$ 80 de taxa. O grátis sai R$ 120 mais barato.
  3. Mês 4: R$ 15.000 em vendas geram R$ 300 de taxa. O pago sai R$ 100 mais barato.
  4. Decisão: migrar quando as vendas passarem de R$ 10.000 por dois meses seguidos. A regra dos dois meses evita trocar de plano por causa de um pico isolado.

O domínio próprio é o que torna essa troca barata. Como o endereço é seu, mudar de plano ou de plataforma não muda o link que está no Instagram, no Google e nas conversas de WhatsApp. A anuidade do .com.br entra como custo fixo: some-a ao valor do plano quando fizer a sua conta.

Quando o plano grátis deixa de compensar?

O plano grátis deixa de compensar quando a taxa por venda acumulada no mês supera a mensalidade do plano pago de entrada, ou quando falta um recurso que trava a venda, como checkout com Pix integrado, conexão com ERP ou relatório de clientes. Para quem já fatura bem em outro canal, esse momento costuma chegar cedo.

Em alguns casos, o grátis não serve nem para começar. Se você vai investir em tráfego pago desde o primeiro dia, a taxa incide sobre cada pedido que o anúncio trouxe e reduz a margem da campanha. Se a loja vai integrar estoque com o marketplace, verifique antes se o plano zero oferece as integrações que essa operação exige.

Para comparar com números, o guia de quanto custa criar um site de vendas em 2026 por caminho e por mês organiza mensalidade, taxas e apps. Para fechar a conta do primeiro ano com domínio, plataforma, frete e meios de pagamento, nós da EcomSmart preparamos um e-book de custo da loja em 2026, disponível na página de e-books grátis da EcomSmart para lojistas.

Nesta semana, a tarefa prática é curta: confirme se o seu domínio está no seu CPF ou CNPJ, se o e-mail da loja tem SPF e DKIM configurados e se o subdomínio antigo redireciona para o .com.br.

Fontes deste guia

Como este guia foi feito: a equipe editorial EcomSmart escreveu este texto com apoio de IA a partir das fontes listadas acima; todo número tem a fonte indicada ao lado.

Perguntas frequentes

Preciso ter CNPJ para registrar um domínio .com.br?

Não necessariamente. O Registro.br aceita titular pessoa física, com CPF, ou empresa, com CNPJ. Se a loja já tem empresa aberta, registrar no CNPJ facilita a gestão quando houver sócios ou venda do negócio.

Se eu trocar de plataforma, perco o domínio da loja?

Não. O domínio fica registrado em seu nome no Registro.br, separado da plataforma. Na troca, você só refaz o apontamento DNS para a nova plataforma e configura os redirecionamentos das páginas antigas.

Posso usar um domínio .com em vez de .com.br na loja?

Pode. O .com é registrado em registradores internacionais. O .com.br deixa claro para o comprador que a loja é do Brasil e é registrado direto no Registro.br, com pagamento em reais.

Quanto tempo o domínio leva para abrir a loja depois de apontado?

Depende da propagação do DNS, que não é instantânea. A maioria das plataformas mostra no painel o status da conexão e do certificado SSL. Se o status não mudar no prazo indicado pela central de ajuda, revise os registros criados no Registro.br.

Geraldo Durães
Quem escreveu

Founder da EcomSmart, com mais de 20 anos em tecnologia. Mestrando em Ciência, Tecnologia e Inovação no PPgCTI/UFRN, pesquisa retenção de clientes e classificação RFV para e-commerce e aplica IA ao crescimento de lojas virtuais.

Como este texto foi feito: escrito com apoio de ferramentas de inteligência artificial, com pesquisa e revisão humana. Todo número traz fonte, período e base; as fotos são ilustrativas, geradas por IA.

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