Criar um site de vendas grátis significa abrir uma loja virtual no plano sem mensalidade de uma plataforma de e-commerce. Você paga quando vende: tarifa por venda à plataforma e taxa ao meio de pagamento. A loja fica no ar em poucos dias, mas o domínio, o checkout e cada pedido continuam custando dinheiro.
Este guia mostra como criar um site de vendas grátis em seis passos, na ordem em que eles precisam acontecer. Para quem já fatura a partir de R$ 30 mil por mês, a pergunta útil é outra: quanto o plano zero custa por pedido e em que volume um plano pago fica mais barato. Fazemos essa conta mais abaixo, com um exemplo ilustrativo e uma fórmula para você repetir com os seus números.
A comparação completa entre ficar no gratuito e migrar está no nosso texto sobre o custo real por pedido de um site gratuito de vendas. Aqui o foco é a execução: o que configurar, em que ordem e o que a lei exige antes do primeiro pedido.

- 30 Empreendedores entrevistados: Entrevistas semiestruturadas em profundidade, com negócios de vários setores.
- 4 Barreiras institucionais: Instabilidade política, pouca familiaridade digital, infraestrutura e capital.
- 4 Ganhos com clientes: Captação, retenção, experiência e satisfação melhoraram para quem investiu.
- 1º passo Aplicação na sua loja: Defina quem cuida de pedido, atendimento e frete antes de lançar.
Fonte: Chiamaka Annonye, Obinna Azubuike Alo, Shajara Ul‐Durar et al (2026), International journal of organizational analysis.
O que o plano grátis de plataforma de e-commerce cobra de verdade?
O plano grátis de plataforma de e-commerce troca a mensalidade por uma tarifa cobrada a cada venda concluída. A ela se somam a taxa do meio de pagamento, o domínio anual e os aplicativos pagos. O custo aparece desde o primeiro pedido. A diferença é que ele deixa de ser fixo e cresce junto com o faturamento.
Na Nuvemshop, a tarifa por venda é cobrada sempre que um pedido é concluído na loja. Ela também incide quando um pedido manual é cadastrado ou atualizado com o status Pago. Quem usa o Nuvem Pago, meio de pagamento da própria plataforma, fica isento da tarifa naquela venda. Fonte: Nuvemshop, central de ajuda, Como pagar as tarifas por vendas?, atualizada em 15 de julho de 2026, regras de cobrança da tarifa por venda.
A forma de cobrança também afeta o caixa. Nas vendas pagas pelo Mercado Pago, a tarifa é descontada na hora. Nas vendas por outros meios, como PagBank, PayPal ou Cielo, a cobrança chega na primeira semana do mês seguinte, e a central avisa que pagar em dia evita o bloqueio do painel administrador (mesma fonte).
O artigo da central não informa o percentual da tarifa, e essas condições mudam. Confira o valor vigente em outubro de 2026 no seu painel antes de fazer qualquer conta. Para comparar tarifas e limites entre opções, veja o nosso levantamento do melhor site para criar loja virtual grátis pelo custo real. A tabela abaixo resume os caminhos de entrada.
| Caminho | Custo fixo | Custo por pedido | Faz sentido quando |
|---|---|---|---|
| Plano grátis da plataforma | Domínio e apps | Tarifa por venda mais taxa do pagamento | Testar marca ou linha com poucos pedidos |
| Plano grátis com gateway da plataforma | Domínio e apps | Taxa do gateway, sem tarifa por venda | A taxa do gateway próprio for competitiva |
| Plano pago da plataforma | Mensalidade, domínio e apps | Taxa do pagamento; tarifa varia por plano | O volume de pedidos paga a mensalidade |
| Marketplace (Mercado Livre, Shopee, Amazon) | Baixo | Comissão do marketplace e frete | Quer demanda pronta e aceita margem menor |
Elaboração EcomSmart com base na central de ajuda da Nuvemshop, atualizada em 15/07/2026
Como criar um site de vendas grátis em 6 passos
Para criar um site de vendas grátis, siga seis passos nesta ordem: escolher a plataforma e o plano zero, registrar o domínio, ativar pagamento com Pix, boleto e cartão, configurar o frete, publicar as informações exigidas por lei e trazer o primeiro tráfego. Com produtos e fotos prontos, o trabalho cabe em uma semana.
1. Escolha a plataforma e o plano zero
Compare a tarifa por venda, o limite de produtos e os meios de pagamento aceitos no plano grátis. Teste o painel pelo celular, porque é por ele que você vai atualizar pedidos no dia a dia. Prefira uma plataforma que exporte clientes e pedidos em planilha, o que reduz o custo de sair dela depois.
2. Registre o domínio próprio
Um site de vendas grátis com domínio próprio sempre tem custo, porque o .com.br é pago e precisa ser renovado todo ano. Ofertas de domínio grátis dentro de pacotes de hospedagem não eliminam essa renovação. Fonte: Hostnet, página de registro de domínio, revenda credenciada pelo Registro.br, consultada em outubro de 2026.
Registre o domínio no CNPJ da empresa, quando houver, e confira o preço oficial na tabela do Registro.br. Antes de pagar, valide o nome com o nosso passo a passo para criar nome de loja virtual com domínio e registro no INPI.
3. Ative o checkout com Pix, boleto e cartão
Deixe o checkout com Pix ativo desde o primeiro dia, ao lado do cartão parcelado e do boleto. Ao escolher o gateway, compare a taxa de cada meio, o prazo de recebimento do cartão e se ele isenta a tarifa por venda, como faz o Nuvem Pago na Nuvemshop (mesma fonte da central de ajuda). Faça um pedido de teste de valor baixo em cada meio e confira se o status muda sozinho para pago.
4. Configure o frete
Coloque a calculadora de frete na página do produto, antes do carrinho. O decreto do comércio eletrônico exige que as despesas de entrega apareçam discriminadas no preço. Fonte: Decreto nº 7.962, de 15 de março de 2013, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor no comércio eletrônico, art. 2º, texto reproduzido por Carlos Wunderlich Advogados.
Cadastre o peso e as medidas reais de cada produto. Medida errada faz você cobrar frete a menos e perder dinheiro em cada pedido. Defina um prazo de postagem que você consegue cumprir e mostre esse prazo na página do produto.
5. Publique as informações exigidas por lei
No rodapé, coloque nome, CPF ou CNPJ, endereço físico e e-mail. Publique também a política de trocas e arrependimento, a política de privacidade de acordo com a LGPD e um canal de atendimento. A lista item por item está na próxima seção.
6. Traga o primeiro tráfego
Comece por quem já conhece a marca: clientes da loja física, seguidores e contatos que pediram para ser avisados. Divulgue no Instagram e no WhatsApp e responda as dúvidas no mesmo canal. Para mensagens automáticas em volume, use a WhatsApp API Oficial e envie só para quem deu consentimento, como exigem a LGPD e as regras da Meta. Anúncio pago entra depois que o pedido de teste e o frete estiverem funcionando.
Quais informações a lei exige em um site de vendas?
O Decreto nº 7.962/2013 regulamenta o Código de Defesa do Consumidor no comércio eletrônico. Ele exige, em local de destaque, nome e CPF ou CNPJ do fornecedor, endereço físico e eletrônico, características do produto, despesas de entrega discriminadas, condições de pagamento e entrega e restrições da oferta. A regra vale para plano grátis e para plano pago.
O texto do artigo 2º é direto sobre onde essas informações precisam aparecer:
Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou conclusão de contrato de consumo devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil visualização, as seguintes informações.
Fonte: Decreto nº 7.962/2013, art. 2º (mesma fonte).
O artigo 4º trata do atendimento. Ele pede um resumo do contrato antes da compra, ferramentas para o cliente corrigir erros, confirmação imediata do pedido e um serviço de atendimento eletrônico capaz de resolver dúvidas, reclamações e cancelamentos (mesma fonte). A tela de revisão do checkout e o e-mail automático de confirmação cobrem parte disso. Responder o cliente continua sendo tarefa sua.
O decreto também inclui o respeito ao direito de arrependimento entre os aspectos que regula (art. 1º). A LGPD pede uma política de privacidade que diga quais dados você coleta e com que finalidade. Um descuido comum em loja montada às pressas é publicar o tema com o rodapé de exemplo, sem CNPJ e sem endereço. Use o checklist abaixo antes de divulgar o link.
| Item | Onde fica no site | Base |
|---|---|---|
| Nome e CPF ou CNPJ do fornecedor | Rodapé de todas as páginas | Decreto 7.962/2013, art. 2º, I |
| Endereço físico e e-mail de contato | Rodapé e página de contato | Decreto 7.962/2013, art. 2º, II |
| Frete discriminado no preço | Página do produto e carrinho | Decreto 7.962/2013, art. 2º, IV |
| Formas de pagamento e prazo de entrega | Página do produto e checkout | Decreto 7.962/2013, art. 2º, V |
| Resumo do pedido antes de pagar | Última etapa do checkout | Decreto 7.962/2013, art. 4º, I |
| Confirmação imediata do pedido | E-mail ou WhatsApp automático | Decreto 7.962/2013, art. 4º, III |
| Canal de atendimento eletrônico | Rodapé e página de contato | Decreto 7.962/2013, art. 4º, V |
| Política de privacidade | Rodapé e tela de cadastro | LGPD |
Elaboração EcomSmart com base no Decreto nº 7.962/2013 e na LGPD
Quanto o site de vendas grátis custa por pedido?
O site de vendas grátis custa, por pedido, a tarifa da plataforma somada à taxa do meio de pagamento e ao frete que você subsidia. No exemplo ilustrativo abaixo, uma tarifa hipotética de 2% sobre um ticket de R$ 150,00 custa R$ 3,00 por pedido, e esse valor se repete em cada venda.
Exemplo ilustrativo. Os percentuais e a mensalidade abaixo são hipotéticos e não representam nenhuma plataforma específica. Considere uma loja de cosméticos com ticket médio de R$ 150,00 e 200 pedidos por mês, ou seja, R$ 30.000,00 de faturamento mensal.
- Tarifa por venda hipotética de 2%: R$ 150,00 × 2% = R$ 3,00 por pedido.
- No mês: 200 pedidos × R$ 3,00 = R$ 600,00 só de tarifa da plataforma.
- Taxa hipotética de 4% do gateway no cartão: R$ 6,00 por pedido, cobrada em qualquer plano.
- Plano pago hipotético de R$ 150,00 por mês, sem tarifa por venda: R$ 450,00 a menos por mês que o grátis.
- Ponto de equilíbrio: mensalidade ÷ (ticket × tarifa) = R$ 150,00 ÷ R$ 3,00 = 50 pedidos por mês.
Acima de 50 pedidos por mês, nesse exemplo, o plano pago sai mais barato. A taxa do gateway do item 3 não entra nessa decisão, porque você paga nos dois planos. Ela pesa na escolha do gateway: se o da plataforma isenta a tarifa por venda mas cobra mais por transação, compare a soma das duas taxas.
Considere também o caixa. Na Nuvemshop, a tarifa das vendas feitas fora do Mercado Pago é cobrada na primeira semana do mês seguinte (central de ajuda, mesma fonte), então reserve esse valor ao fechar o mês. Para somar mensalidade, apps e tema por caminho, use o nosso guia de quanto custa criar um site de vendas em 2026.

- 1 Cliente paga: Pix, boleto ou cartão parcelado no checkout da loja.
- 2 Gateway desconta: A taxa do meio de pagamento sai antes do repasse.
- 3 Plataforma cobra: Tarifa por venda, na hora ou na primeira semana do mês seguinte.
- 4 Frete e embalagem: Custo que você repassa ao cliente ou subsidia.
- 5 Margem: O que sobra para produto, anúncio e lucro.
Elaboração EcomSmart com base na central de ajuda da Nuvemshop, atualizada em 15/07/2026

Quando o plano grátis deixa de compensar?
O plano grátis deixa de compensar quando a tarifa por venda paga no mês passa da mensalidade de um plano pago equivalente, ou quando falta um recurso que trava vendas. Com os números do exemplo ilustrativo, uma loja que fatura R$ 30 mil por mês já passou desse ponto há tempo. Para testar uma marca nova, o grátis ainda faz sentido.
Sinais de que é hora de sair do plano zero:
- A soma das tarifas do último trimestre ficou acima da mensalidade do plano pago em pelo menos dois meses.
- Você precisa de um recurso que só existe no plano pago, como integração com ERP ou com marketplaces.
- A cobrança acumulada no início do mês está pressionando o caixa.
- Você vai começar a investir em mídia paga e quer a loja já no formato definitivo.
Há casos em que nem vale começar no grátis. Se você já tem volume vindo da loja física ou de marketplace, migrar depois tem custo: redirecionar URLs, refazer integrações e reconfigurar o checkout. Nessa situação, comece direto no plano que você vai usar daqui a um ano.
O grátis é útil para validar uma linha de produto, abrir um canal próprio ao lado do Mercado Livre ou da Shopee ou testar um nicho com poucos pedidos. Para montar o orçamento do próximo ano, o nosso e-book gratuito sobre quanto custa uma loja virtual em 2026, produzido pela EcomSmart, reúne as linhas de custo que entram nessa conta.
O que os estudos dizem sobre pequenos negócios que começam a vender online?
Pesquisas de 2026 com pequenos negócios indicam que o custo da ferramenta é uma das barreiras para começar a vender online, mas nem sempre a maior. Preparo técnico, infraestrutura e capital para operar também pesam. Os dois estudos abaixo foram feitos em contextos muito diferentes do brasileiro, o que limita a comparação.
Annonye e colegas (2026, International Journal of Organizational Analysis) entrevistaram 30 empreendedores rurais no Egito, na Nigéria, na África do Sul, no Sudão e no Zimbábue. As barreiras citadas foram instabilidade política, pouca familiaridade com tecnologia, falta de infraestrutura e falta de recursos financeiros. Quem investiu no comércio eletrônico relatou melhora na captação, na retenção e na satisfação de clientes, além de mais visibilidade para a marca. Fonte: Annonye et al., Rural entrepreneurship and ecommerce interlinkage, 2026, 30 entrevistas em cinco países africanos. O limite é que se trata de um estudo qualitativo, com amostra pequena e rural, que não mede quanto as empresas venderam.
Abdullah e colegas (2026, Strategic Change) estudaram pequenas e médias empresas no Iêmen, combinando modelagem estatística e entrevistas. O preparo do governo apareceu como a maior restrição, e o custo como a menor barreira, sobretudo para as empresas maiores. Fonte: Abdullah et al., Institutional Fragility and E-Business Adoption, 2026, pequenas e médias empresas no Iêmen. O limite é o contexto: uma economia em guerra, com instituições em colapso.
Para a sua loja, a leitura prática é que o plano zero resolve o custo de entrada. Os dois estudos apontam outros gargalos. Antes do lançamento, defina quem cuida de pedidos, atendimento e frete.
Fontes deste guia
- Planalto, Decreto nº 7.962/2013 (Lei do E-commerce), Advogado Porto Alegre RS – DECRETO Nº 7.962, DE 15 DE MARÇO DE 2013
- Registro.br, tabela de preços de domínio .com.br, Registro de Domínio .COM e .COM.BR grátis
- Nuvemshop, central de ajuda sobre o plano grátis, Como pagar as tarifas por vendas?
- Chiamaka Annonye, Obinna Azubuike Alo, Shajara Ul‐Durar et al. (2026). Rural entrepreneurship and ecommerce interlinkage: a multi-country exploration in the African context. International journal of organizational analysis. DOI
- Ahmed Abdullah, Ahmed Almoraish, Abdul-Fatahi Abdulai et al. (2026). Institutional Fragility and E‐Business Adoption: A Study of SMEs in a Conflict‐Affected Economy. Strategic Change. DOI
Como este guia foi feito: a equipe editorial EcomSmart escreveu este texto com apoio de IA a partir das fontes listadas acima; todo número tem a fonte indicada ao lado.
Perguntas frequentes
A tarifa por venda também é cobrada em pedido manual?
Na Nuvemshop, sim. A tarifa é cobrada quando um pedido manual é cadastrado ou atualizado com o status Pago, segundo a central de ajuda atualizada em julho de 2026. Quem usa o Nuvem Pago fica isento da tarifa daquela venda.
O que acontece se eu não pagar a tarifa por venda?
Na Nuvemshop, as tarifas de vendas feitas por meios diferentes do Mercado Pago são cobradas na primeira semana do mês seguinte. A central de ajuda avisa que o pagamento evita o bloqueio do painel administrador. Ativar o débito automático elimina esse risco.
Posso abrir um site de vendas grátis só com CPF?
O Decreto 7.962/2013 pede, em local de destaque, o nome e a inscrição do fornecedor no CPF ou no CNPJ, quando houver. Antes de escalar, confirme com o seu contador e com o gateway de pagamento quais documentos eles exigem.
Vale ter loja própria grátis se eu já vendo em marketplace?
Pode valer como canal de teste e de recompra, porque o cliente da loja própria pode ser contatado de novo, com consentimento. Faça a conta de custo por pedido da loja e compare com a comissão do marketplace antes de mudar o tráfego de lugar.




