Um app para criar loja virtual grátis é uma plataforma que permite montar e publicar a loja sem pagar mensalidade. Em troca, ela costuma cobrar de outro jeito: tarifa sobre cada venda, taxa do meio de pagamento, aplicativos extras e limites que aparecem quando o negócio cresce.
Para quem já fatura R$ 30.000 por mês, o grátis raramente é a opção mais barata, e uma conta de cinco minutos mostra isso. Neste guia, não fazemos lista de apps. Mostramos o que o plano zero cobra depois da primeira venda, a conta para uma loja desse porte e o que dá para resolver só pelo celular.
Um aviso sobre números: as tabelas de preço das plataformas mudam com frequência, e não publicamos percentuais que não confirmamos em fonte oficial em outubro de 2026. Por isso, a conta usa valores ilustrativos e uma fórmula que você aplica com a tabela vigente de qualquer plataforma que estiver avaliando.

- 359 Donos e gestores ouvidos: Pequenas e médias empresas de Adis Abeba e Sheger, na Etiópia
- 43,18% Já vendiam online: Principalmente por site próprio e por marketplaces
- 36,3% Mais desempenho em vendas: Quem adotou e-commerce contra quem não adotou, por pareamento estatístico
- 4 Fatores que pesaram: Adoção, equipe capacitada, conexão à internet e capital médio anual
Fonte: Ishetu Yonas Mengesha, Fetene Bogale Hunegnaw, Tsegaye Mulugeta Habtewold (2026), Cogent Business & Management.
O que o plano grátis cobra depois de você vender?
O plano grátis troca a mensalidade por cobranças que só aparecem quando você vende: tarifa sobre o pedido, taxa do intermediador no Pix e no cartão, domínio, aplicativos pagos e limites de catálogo. Como quase tudo é percentual, essa troca pesa mais a cada real que a loja fatura.
- Tarifa por venda. É um percentual que a plataforma retém sobre cada pedido, separado da taxa do pagamento. Pergunte se ela incide sobre o valor com frete e se também vale para pedidos pagos no Pix.
- Taxa do meio de pagamento. Alguns planos gratuitos amarram a loja ao intermediador da própria plataforma. Nesse caso, você não negocia taxa nem prazo de recebimento, e isso mexe no caixa tanto quanto a tarifa.
- Domínio próprio. Loja em subdomínio da plataforma passa menos confiança e prende seu endereço a ela. Confira se o plano zero aceita domínio próprio e quanto custa o registro anual.
- Aplicativos pagos. Avaliações, recuperação de carrinho e integração com ERP costumam vir por app. A central de ajuda da Nuvemshop, por exemplo, tem um artigo dedicado a como é feito o pagamento dos aplicativos instalados na loja Fonte: Nuvemshop, Central de Ajuda, categoria Pague seu plano, consultada em outubro de 2026, artigos publicados entre 2020 e 2022. Ou seja: app instalado entra na conta.
- Limites do plano. Teto de produtos, de usuários ou de integrações aparece justamente quando o catálogo cresce. Descobrir o limite em novembro, na véspera da Black Friday, é o pior momento.
O erro mais frequente é comparar só a mensalidade. A comparação certa soma tudo o que sai do seu caixa por mês, em reais, no faturamento que você tem hoje.
| Custo | Quando aparece | O que conferir na página de planos |
|---|---|---|
| Tarifa por venda | A cada pedido aprovado | Percentual, base com frete e se some no pago |
| Meio de pagamento | Em cada Pix e cartão | Taxa, prazo de recebimento e intermediador obrigatório |
| Domínio próprio | Na configuração da loja | Se o plano zero aceita domínio próprio |
| Aplicativos pagos | Quando falta um recurso | Mensalidade de cada app somada ao plano |
| Limites do plano | Ao crescer catálogo ou equipe | Teto de produtos, usuários e integrações |
Elaboração EcomSmart com base na estrutura de cobrança das plataformas de loja virtual, outubro de 2026
Quanto custa um app para criar loja virtual grátis numa loja de R$ 30 mil por mês?
Um app para criar loja virtual grátis passa a sair mais caro que um plano pago quando a tarifa por venda supera a diferença de mensalidade. A regra prática: divida a mensalidade do plano pago pela tarifa percentual do grátis. O resultado é o faturamento mensal a partir do qual o pago compensa.
A conta, passo a passo
Exemplo ilustrativo, com valores hipotéticos que não são a tabela de nenhuma plataforma: uma loja de moda fatura R$ 30.000 por mês no site próprio, com ticket médio de R$ 200, o que dá 150 pedidos. Ela compara o plano zero com um plano pago da mesma plataforma.
- Plano zero: mensalidade de R$ 0, tarifa de 2% sobre as vendas (R$ 600) e dois apps que o plano não inclui, avaliações e recuperação de carrinho (R$ 150). Total: R$ 750 por mês.
- Plano pago: mensalidade de R$ 350, sem tarifa por venda e com os dois recursos já incluídos. Total: R$ 350 por mês.
- Diferença: R$ 400 por mês, ou R$ 4.800 por ano, a favor do plano pago.
O ponto de virada desconta os apps que o pago já inclui: R$ 350 menos R$ 150, dividido por 0,02, dá R$ 10.000. Abaixo de R$ 10 mil por mês, o grátis ganha. Acima disso, cada real vendido deixa o plano zero mais caro.
Quando o meio de pagamento muda a conta
A taxa do Pix e do cartão entra nos dois cenários, então só altera a comparação se o grátis obrigar um intermediador mais caro. Suponha, ainda no exemplo ilustrativo, 0,5 ponto percentual a mais no cartão e metade do faturamento no cartão: são R$ 75 a mais por mês.
Nesse caso, a tarifa efetiva do grátis sobe de 2% para 2,25% do faturamento, e o ponto de virada cai para cerca de R$ 8.900. Na loja de R$ 30.000, a diferença anual vai a R$ 5.700. É dinheiro que pagaria meses de mídia ou um lote de estoque de giro rápido.
Quando não vale trocar: se o plano pago mantém o mesmo intermediador obrigatório e só tira a tarifa, refaça a conta com esse dado. Se o faturamento é muito sazonal, use a média de 12 meses, e não o mês da data comemorativa.
Por que a loja virtual grátis com Pix precisa de checkout bem configurado?
A loja virtual grátis precisa aceitar Pix com baixa automática porque é o meio de pagamento instantâneo que o brasileiro usa no dia a dia. Em 2025, o Pix registrou quase 80 bilhões de transações e mais de R$ 35 trilhões movimentados Fonte: Banco Central do Brasil, Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado em 10 de agosto de 2026 e noticiado pelo Ministério da Fazenda em 19 de agosto de 2026, dados de 2025, base: transações Pix do ano. Checkout sem Pix, ou com conferência manual, perde pedido.
Ao final do período analisado, 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas tinham feito ou recebido ao menos um Pix (mesma fonte). Para o seu cliente, pagar com Pix já é hábito, e qualquer atrito nessa etapa vira carrinho parado.
No plano zero, confira cinco pontos antes de divulgar a loja:
- O pedido muda de status sozinho quando o Pix cai, sem você conferir extrato.
- A taxa do Pix no intermediador, que costuma ser diferente da taxa do cartão.
- O prazo para o dinheiro ficar disponível na sua conta.
- QR code e opção copia e cola funcionando bem na tela do celular.
- A validade do código e o que acontece com o pedido quando ele expira.
O relatório também cita melhorias no MED, o Mecanismo Especial de Devolução usado em casos de fraude (mesma fonte). Pergunte ao intermediador como ele trata devoluções desse tipo, porque a loja pode ficar sem o produto e sem o dinheiro. Para comparar opções por esse critério, veja nosso guia sobre como escolher plataforma de e-commerce pelo checkout com Pix.

- 80 bi Transações em 2025: Quase 80 bilhões de operações Pix ao longo do ano
- R$ 35 tri Valor movimentado: Mais de R$ 35 trilhões transferidos em 2025
- 148 mi Pessoas físicas usuárias: Fizeram ou receberam ao menos um Pix no período
- 12,8 mi Empresas usuárias: Negócios de todos os portes recebendo e pagando por Pix
Fonte: Banco Central do Brasil, Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado em agosto de 2026.
Dá para criar loja virtual pelo celular do começo ao fim?
Dá para criar loja virtual pelo celular e tocar o básico: cadastrar produto com foto, acompanhar pedidos e mandar o link pelo WhatsApp. O que mexe com margem e conversão, como domínio, frete, pagamento e integrações, é mais seguro configurar no computador, com a tela inteira e tempo para revisar.
O que funciona bem no aplicativo
- Cadastrar e editar produto com foto tirada na hora.
- Ver pedidos novos, mudar status e informar código de rastreio.
- Ajustar preço e estoque de um item específico.
- Compartilhar o link do produto no WhatsApp e no Instagram.
O que deixar para o computador
- Apontar o domínio próprio, que envolve configuração de DNS.
- Montar regras de frete por região, peso e prazo.
- Configurar intermediador, parcelamento e desconto no Pix.
- Importar catálogo por planilha e integrar ERP ou marketplaces como Mercado Livre e Shopee.
- Ler relatórios de conversão e comparar períodos.
O teste mais útil é o inverso: comprar na própria loja pelo celular, com Pix, como um cliente faria. Os 7 testes para achar o atrito da loja virtual no celular ajudam a encontrar onde o pedido trava antes de você pagar por tráfego.

Como escolher o aplicativo para criar loja virtual em 6 passos
Para escolher um aplicativo para criar loja virtual, compare o custo total no seu faturamento real, e não a mensalidade. São seis passos que cabem em uma tarde: levantar os números da loja, ler a tabela oficial, checar o pagamento, somar apps, calcular o ponto de virada e testar uma compra.
- Levante seus números. Faturamento médio dos últimos 12 meses no site próprio, ticket médio e participação de Pix e cartão nas vendas.
- Leia a tabela oficial. Na página de planos de cada plataforma, anote mensalidade, tarifa por venda e limites. Salve um print com a data, porque a tabela muda.
- Cheque o pagamento. Pergunte se o intermediador é obrigatório, qual a taxa no Pix e no cartão e em quantos dias o dinheiro cai.
- Some os apps. Liste o que a loja usa hoje, como avaliações, carrinho abandonado e emissão de nota, e veja quanto custa em cada plano.
- Calcule o ponto de virada. Mensalidade do pago menos os apps que ele já inclui, dividido pela tarifa do grátis. Compare com seu faturamento.
- Teste uma compra. Faça um pedido real pelo celular, pague com Pix e veja quanto tempo o status leva para mudar.
Se a conta indicar troca de plataforma, e não só de plano, o guia sobre como escolher a melhor plataforma de e-commerce pelo custo total aprofunda a comparação. Na nossa página de e-books gratuitos da EcomSmart para lojistas, o material sobre custos de 2026 ajuda a organizar essas respostas.
| Situação da loja | Plano grátis | Plano pago | Outra plataforma |
|---|---|---|---|
| Testando produto, com poucos pedidos por mês | Faz sentido | Cedo demais | Desnecessário |
| Faturamento acima do ponto de virada | Sai mais caro | Compensa pela conta | Só se faltar recurso |
| Precisa negociar taxa de Pix e cartão | Trava se o intermediador for obrigatório | Confira se libera outro intermediador | Avalie quem aceita intermediador próprio |
| Catálogo grande, com importação por planilha | Esbarra no limite de produtos | Confira o teto do plano | Compare com integração ao ERP |
| Integração com ERP, Mercado Livre e Shopee | Confira se existe | Depende de app pago | Avalie se a integração é nativa |
Elaboração EcomSmart, outubro de 2026
Vale a pena começar numa plataforma de loja virtual gratuita?
Vale começar numa plataforma de loja virtual gratuita para validar produto e canal, porque nessa fase o risco maior é não vender, e não pagar tarifa. Pesquisas recentes associam vender online a melhores vendas em pequenas empresas, mas nenhuma compara plano grátis e pago. Depois da validação, a decisão vira conta de custo.
O estudo mais próximo do tema é de Mengesha, Hunegnaw e Habtewold, publicado em 2026 na Cogent Business & Management. Com dados de 359 donos e gestores de pequenas e médias empresas na Etiópia, os autores encontraram 43,18% de adoção de e-commerce, sobretudo por site próprio e marketplaces. Pelo pareamento estatístico, quem vendia online tinha desempenho de vendas 36,3% maior Fonte: Mengesha, Hunegnaw e Habtewold, The effect of E-commerce adoption on business performance of SMEs in Ethiopia, Cogent Business & Management, abril de 2026, 359 PMEs de Adis Abeba e Sheger.
O limite é claro: é outro país, com outro nível de acesso à internet e ao pagamento digital, e o estudo compara quem vende online com quem não vende. Ele não diz nada sobre plataforma ou plano. Os próprios autores apontam que conhecimento da equipe, conexão e capital também explicam as vendas.
O segundo estudo, de Vaithiyalingam, Nagajothi, Sivakumar e coautores (2026, International Journal of Environmental and Agriculture Research), ouviu 330 respondentes de pequenas empresas de pesca. Encontrou associação positiva forte entre marketing digital e vendas, com redes sociais e WhatsApp Business entre os canais de maior influência Fonte: Vaithiyalingam, Nagajothi, Sivakumar e outros, Digital Marketing Adoption and Its Effect on Sales Performance of Small Fisheries Enterprises, agosto de 2026, 330 respondentes, questionário estruturado. É correlação, não causa, num setor específico, e o resumo não informa o país.
Para o lojista brasileiro, a leitura prática é esta: no começo, o que move vendas é estar online e atender bem onde o cliente já está, como o WhatsApp. O plano é decisão de custo, resolvida pela conta acima. Quando a loja passar do ponto de virada, troque nesta semana, sem esperar a renovação. Para ir além do básico, veja como criar loja virtual profissional, com plataforma, custo e quando contratar agência.
Fontes deste guia
- Nuvemshop, página de planos e tarifas, Minha Conta
- Banco Central do Brasil, estatísticas do Pix, Pix consolida liderança nos pagamentos digitais e projeta novas evoluções até 2030
- Ishetu Yonas Mengesha, Fetene Bogale Hunegnaw, Tsegaye Mulugeta Habtewold (2026). The effect of E-commerce adoption on business performance of SMEs in Ethiopia. Cogent Business & Management. DOI
- V. R. Vaithiyalingam, V. Nagajothi, P. Sivakumar et al. (2026). Digital Marketing Adoption and Its Effect on Sales Performance of Small Fisheries Enterprises. International Journal of Environmental and Agriculture Research. DOI
Como este guia foi feito: a equipe editorial EcomSmart escreveu este texto com apoio de IA a partir das fontes listadas acima; todo número tem a fonte indicada ao lado.
Perguntas frequentes
A plataforma de loja virtual gratuita cobra tarifa também no Pix?
Depende da plataforma. A tarifa por venda pode incidir sobre todos os pedidos, inclusive os pagos no Pix, e ainda há a taxa do intermediador de pagamento. Confirme as duas cobranças na página oficial de planos antes de divulgar a loja.
Dá para migrar do plano grátis para outra plataforma sem perder clientes?
Dá, desde que você exporte produtos, clientes e pedidos e redirecione os endereços antigos para os novos. Quem começou em subdomínio da plataforma perde parte do histórico de busca na troca, por isso vale usar domínio próprio desde o início.
Loja virtual grátis consegue emitir nota fiscal?
A emissão de nota depende do CNPJ da loja e de um emissor ou ERP integrado à plataforma. Antes de escolher o plano, confira se o plano zero permite essa integração ou se ela exige app pago ou plano superior.
Quem responde pela LGPD numa loja criada em plataforma gratuita?
A loja continua responsável pelos dados dos clientes que coleta, mesmo usando plataforma gratuita. Mantenha política de privacidade publicada, peça consentimento para comunicações de marketing e confira como a plataforma armazena e exporta esses dados.




